quarta-feira, 30 de abril de 2014

Neutral Milk Hotel - "In The Aeroplane Over the Sea" (1998)



Se você se considera fã de indie rock e não mora embaixo de uma pedra ou dentro de uma bolha, você com certeza já ouviu falar de "In the Aeroplane Over the Sea", do Neutral Milk Hotel. Talvez não tenha ouvido falar, mas viu a icônica capa do álbum em algum lugar.

Tudo isso, obviamente, tem um motivo: o álbum, lançado em 1998, é sensacional. O intuito deste post é te convencer a ouví-lo pelo menos uma vez, dar uma chance à  banda de nome bizarro.

É possível considerar "In the Aeroplane Over the Sea" um álbum conceitual, mesmo que a banda nunca tenha confirmado isso. As letras frequentemente se relacionam, quase sempre indiretamente, à Anne Frank. Existe também a parcela dos fãs que simplesmente diz que as letras não são sobre nada em específico e sim sobre sensações.

Essas emoções que Jeff Mangum, compositor de praticamente tudo que se ouve no disco, estão escancaradas na faixa título "In the Aeroplane Over the Sea", mas "Communist Daughter" e "Oh Comely" não ficam atrás. Músicas que evocam sentimentos de nostalgia, desilusão e às vezes até desespero graças a incrível interpretação de Mangum, que a princípio pode parecer até um pouco exagerada.

Porém, "In the Aeroplane Over the Sea" está longe de ser um disco somente para dias chuvosos. Canções contagiantes como as duas "The King of Carrot Flowers", "Holland, 1945", com seus instrumentos de sopro (sempre presentes no álbum!) e baixo distorcido, "Ghost" trás ainda mais distorção e sopro no meio de uma letra bizarra sobre Anne Frank e a instrumental "Untitled" ajuda bem a compor o lado ensolarado do álbum.

As frases que Mangum constrói no decorrer do álbum vão de enigmáticas, que aqui é só um jeito bonito de dizer sem sentido, até versos maravilhosos, daqueles que o indie-rocker padrão do seu Facebook pega e arruina ao postar na timeline dele com intuito de arrebatar likes.

A sensação que predomina, ao fim dos quase 40 minutos de disco, é que na realidade se passaram 5. O sentimento de que eu viajei por vários lugares e senti coisas que eu não tenho a mínima ideia do motivo também é recorrente. Cada música te leva pra um lugar diferente e eu sinceramente não conheço muitas obras que tem esse poder.

Pontos Altos:
"The King of Carrot Flowers Parts 1, 2 & 3", "In the Aeroplane Over the Sea", "Communist Daughter", "Oh Comely"

Pontos Baixos:
"Two-Headed Boy"

Download

Tracklist:

1 - "The King of Carrot Flowers Part 1"
2 - "The King of Carrot Flowers Parts 2 & 3"
3 - "In the Aeroplane Over the Sea"
4 - "Two Headed-Boy"
5 - "The Fool"
6 - "Holland, 1945"
7 - "Communist Daughter"
8 - "Oh Comely"
9 - "Ghost"
10 - [untitled]
11 - "Two-Headed Boy Part 2"

In the Aeroplane Over the Sea

London Grammar

          



         A banda oriunda de Nottingham, Inglaterra, formada por Hannah Reid, Dan Rothman e Dominic ‘Dot’ Major, tem uma sonoridade que conquista em um primeiro contato. Os arranjos são simples, basicamente feito de batidas produzidas no teclado, o mesmo que produz acordes graves e de longa duração no fundo mesclando com toques de música eletrônica. A guitarra mantém riffs abafados que casam muito bem com os temas da banda.

         Hannah Reid!! É definitivamente o destaque da banda com uma voz potente de tom grave e afinação excepcional. Hannah é dona de uma voz pouco comum e de uma sonoridade impressionante.

         Pode-se listar London Grammar como uma trilha sonora perfeita para dias chuvosos. Parece que tudo casa perfeitamente.

         O álbum “If You Wait”, lançado em 2013, é o único na carreira da banda, mas é uma esperança de que mais música de alta qualidade siga sendo produzida. Das faixas presentes destaco: “Hey Now” que abre o disco de maneira imponente, “Sights” que é uma amostra da forma como a banda produz um som de potência, “ Strong” talvez o single mais conhecido da banda e “ If You Wait” em que o arranjo é mera formalidade para que Hannah Reid se sobressaia e mostre todo seu talento.


        Confira o vídeo de um gravado à rádio KEXP:



terça-feira, 29 de abril de 2014

Coletânea músicas tristes


Entrando na onda do post sobre frio, resolvi montar uma playlist depressiva. Você pode até não admitir mas,  de vez em quando, quando tudo dá errado, em vez de querer sair do buraco você quer ir até o fundo dele e ficar lá, se remoendo. Essa é a coletânea para esses momentos de auto estima subterrânea.

Clique aqui para ouvir online!

1 - Carissa's Wierd - You Should Be Hated Here
2 - James Blake - The Wilhelm Scream
3 - Radiohead - How to Disappear Completely
4 - The Smiths - Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
5 - American Football - Never Meant
6 - Frank Ocean - Pink Matter (feat. Andre 3000)
7 - Jeff Buckley - So Real
8 - Cícero - Ensaio Sobre Ela
9 - Mogwai - Take Me Somewhere Nice
10 - Tiê - Assinado Eu
11 - Los Hermanos - Sentimental
12 - Feist - Still True
13 - Elliott Smith - Angeles
14 - My Bloody Valentine - Sometimes
15 - Bon Iver - Re: Stacks


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Coletânea músicas para dias frios


O frio definitivamente chegou no estado de São Paulo e pra celebrar sua gloriosa chegada, resolvi montar uma playlist com músicas para se ouvir embaixo das cobertas, imóvel e sem querer levantar-se nunca.

Clique aqui para ouvir online!

1 - Sufjan Stevens - Concerning the UFO Sighting Near Highland, Illinois
2 - Sigur Rós - Svefn-g-englar
3 - Owen - Accidentally
4 - Alcest - Souvenirs d'un Autre Monde
5 - Bon Iver - Holocene
6 - Ra Ra Riot - You and I
7 - Radiohead - Nude
8 - múm - Weeping Rock, Rock
9 - Mogwai - I Know What You Are But What Am I?
10 - Portishead - Roads
11 - Death Cab for Cutie - Transatlanticism

A intenção da coletânea é apresentar bandas menos conhecidas e introduzir músicas menos óbvias dos catálogos das bandas mais famosas.

domingo, 27 de abril de 2014

Dinosaur Jr.


Na tentativa de ressuscitar o blog, sou um dos novos colaboradores do Música Diferenciada, André Amadeu, e curto música pra caralho. É isso! Vamos ao primeiro post da volta do blog:

Provavelmente a banda mais influente que você nunca ouviu falar, o Dinosaur Jr. é um marco na música dita "alternativa" dos anos 80. Deixando marcas profundas no rock desde seu álbum "You're Living All Over Me" (1987), agregando elementos do punk rock, rock clássico e adiantando elementos de estilos que ainda viriam a surgir, como o shoegaze. Sempre com músicas de guitarras marcantes e  muito distorcidas, característica do guitarrista-vocalista e mandachuva da banda, J Mascis.

Dono de uma voz nem um pouco comum (e muitas vezes impopular), Mascis expulsou o baixista Lou Barlow, que então passou a dedicar ao seu então projeto paralelo Sebadoh, depois das gravações do álbum "Bug" (1988). Alguns anos se passaram e, depois de mais mudanças constantes na formação (e um declínio notável na qualidade da banda), o projeto Dinosaur Jr. chegou ao fim em 1997.

Porém, depois de muitas conversas entre a formação original da banda, o Dinosaur Jr. voltou com "Beyond" (2007) e desde então tem lançado um álbum a cada 2 ou 3 anos, com a mesma qualidade e originalidade dos anos 80.

Bandas associadas constantemente ao Dinosaur Jr.:
Nirvana, Pixies, Sonic Youth

Se você gostou de Dinosaur Jr., você vai gostar de:
Yuck, Sebadoh


Recognition (com Lou Barlow nos vocais!)